Eu vou me lembrar de você sempre que for surpreendida por uma parede colorida por porta-retratos e me dilacerar com uma dúvida: quanto tempo depois você se livrou da insignificância da minha foto coroada ali. Toda vez que topar com qualquer peça de roupa enterrada nas gavetas e que foi parar ali um dia só pra chamar a sua atenção. Do quanto você me achava insuportavelmente bonita. E do quanto eu me fazia bonita, só pra agradar.
Uma multidão ao nosso redor, você com um presente nas mãos. O nome do taxista que guiava por São Paulo quando você descansou no ombro esquerdo a cabeça e seu olhar incendiado de uma ternura piegas me enquadrou eternamente. O perfume que você me deu – ainda é dolorido me vestir com nosso cheiro – e que escondi de minhas recaídas noturnas e dramáticas, que todos já preferem ignorar.
Palavras atrevidas enjoando o peito. A eternidade de um beijo. Um tropeço do coração. O corpo anestesiado de uma alegria, que hoje repousa cinza dentro de alguma urna do meu passado.
Silêncios repentinos vão me lembrar você. Uma porta batendo na minha cara. Um telefone desligando sem adeus. Aliás, qualquer adeus. Todo “até logo” banal que ainda vou sofrer. Perguntas não preenchidas. Mentiras. O que você completou, enquanto eu só conseguia sorrir.
(CASAL SEM VERGONHA)
Há pessoas que choram por saber que as rosas teem espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos teem rosas! (Machado de Assis)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
PARA SEMPRE...
O despertador velando os nossos ouvidos de dez em dez minutos. Os dedos munidos de incansáveis e regurgitáveis e repetidas mensagens de bom dia. O seu café temperado com canela anunciando oito horas de sono, quase nove. Meu corpo abandonado nessas madrugadas enfrentando a insônia, num cortejo inútil para amansar a solidão dos pés.
O que não tivemos, porque fomos interrompidos. As festas que frequentaríamos, eu estrangulando a sua mão, pra que seu amor não me escapasse. As viagens que não planejamos. Aviões no céu, todos eles, que flutuam na linha da vida que você me roteirizou e cremou, como se cansado da brincadeira.
Eu vou me lembrar de você sempre que for surpreendida por uma parede colorida por porta-retratos e me dilacerar com uma dúvida: quanto tempo depois você se livrou da insignificância da minha foto coroada ali. Toda vez que topar com qualquer peça de roupa enterrada nas gavetas e que foi parar ali um dia só pra chamar a sua atenção. Do quanto você me achava insuportavelmente bonita. E do quanto eu me fazia bonita, só pra agradar.
Uma multidão ao nosso redor, você com um presente nas mãos. O nome do taxista que guiava por São Paulo quando você descansou no ombro esquerdo a cabeça e seu olhar incendiado de uma ternura piegas me enquadrou eternamente. O perfume que você me deu – ainda é dolorido me vestir com nosso cheiro – e que escondi de minhas recaídas noturnas e dramáticas, que todos já preferem ignorar.
Palavras atrevidas enjoando o peito. A eternidade de um beijo. Um tropeço do coração. O corpo anestesiado de uma alegria, que hoje repousa cinza dentro de alguma urna do meu passado.
Silêncios repentinos vão me lembrar você. Uma porta batendo na minha cara. Um telefone desligando sem adeus. Aliás, qualquer adeus. Todo “até logo” banal que ainda vou sofrer. Perguntas não preenchidas. Mentiras. O que você completou, enquanto eu só conseguia sorrir.
(CASAL SEM VERGONHA)
Eu vou me lembrar de você sempre que for surpreendida por uma parede colorida por porta-retratos e me dilacerar com uma dúvida: quanto tempo depois você se livrou da insignificância da minha foto coroada ali. Toda vez que topar com qualquer peça de roupa enterrada nas gavetas e que foi parar ali um dia só pra chamar a sua atenção. Do quanto você me achava insuportavelmente bonita. E do quanto eu me fazia bonita, só pra agradar.
Uma multidão ao nosso redor, você com um presente nas mãos. O nome do taxista que guiava por São Paulo quando você descansou no ombro esquerdo a cabeça e seu olhar incendiado de uma ternura piegas me enquadrou eternamente. O perfume que você me deu – ainda é dolorido me vestir com nosso cheiro – e que escondi de minhas recaídas noturnas e dramáticas, que todos já preferem ignorar.
Palavras atrevidas enjoando o peito. A eternidade de um beijo. Um tropeço do coração. O corpo anestesiado de uma alegria, que hoje repousa cinza dentro de alguma urna do meu passado.
Silêncios repentinos vão me lembrar você. Uma porta batendo na minha cara. Um telefone desligando sem adeus. Aliás, qualquer adeus. Todo “até logo” banal que ainda vou sofrer. Perguntas não preenchidas. Mentiras. O que você completou, enquanto eu só conseguia sorrir.
(CASAL SEM VERGONHA)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
SENTINDO...
Tô com vontade de você, de sentir teu cheiro, de me perder no teu abraço..da tua boca na minha, da tua vida na minha, do teu sorriso no meu. Por isso, da próxima vez que me encontrar; não estranhe se ganhar o abraço mais apertado que já te dei. Não me leve a mal se te beijar o rosto com carinho, não pense que estou louca, se me ver dizendo que te amo, não me critique por parecer uma idiota, por enchê-lo de beijos. Não se surpreenda se descobrir que é muito mais importante pra mim do que pensava. E acredite, me importo muito mais do que demonstro, sinto muito mais do que exponho, sofro muito mais do que confesso, TE AMO MUITO MAIS DO QUE REVELO.
" EU VOLTO... ME ESPERA!!!!"
ME...
Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…
E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…
Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva….
Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade…
Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!
(Pablo Neruda)
TENTE...
VAI...
Vai devagar… Pensa duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. Cuida do teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar. Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. Quem acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade, desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. Tenha coragem para dizer tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calada perante alguns. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. Se você não aguentar mais fingir… Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. E então vai levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso escandalosamente lindo no rosto e dizer que chega, que você vai é ser feliz. Eu sei, é assim mesmo. E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira. Não vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos diferentes. Graças a Deus, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer ser mais rápida que o tempo. E por favor, vai ser feliz, que tu ainda tem muito por viver.
(Caio F. de Abreu)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O QUE ESTÁ GUARDADO????
Guardo. Sinto. Vivo. Sei. Sou. Eu sei, sei do que eu não sei sobre você. Qual é a sua nova roupa preferida? Qual blusa você veste quando sente frio? Para quem você conta o que não conta mais para mim? Em quem você pensa enquanto eu penso em você? O que você pensa quando lembra que eu não te esqueci? Como você ignora por aí saber que eu ainda te sinto por aqui? O que você tem feito da sua vida além de fazer falta na minha? Sei que talvez seja um problema eu me perguntar tudo isto, não só porque eu continuo me perguntando o que você deveria responder, mas, mais do que isso, um problema porque ninguém entende. As pessoas entendem e até apoiam quando você conta que beijou dez em uma só festa na noite anterior, mas se assustam e te recriminam quando você conta que na noite anterior, e em todas as outras dos últimos anos, você passou pensando em alguém que ama, ama e não tem. Você ouve a todo momento que todo amor tem fim e não sabe se lamenta ou se comemora ser uma exceção. Então você aprende a disfarçar e fingir que passou. Dizendo mil vezes que ama alguém este alguém passa a te amar também? Dizendo mil vezes que não ama mais alguém este alguém é esquecido? Só sei que ando deixando de dizer muita coisa, pois as pessoas ao meu redor já se cansaram de me ouvir dizer, ainda que eu precise dizer. Quando a gente não vive um amor a gente precisa falar de amor para não morrer por dentro. E dói tudo que eu não tenho te falado, pois me acharia (mais) louco. Quando o assunto é contigo, contido estou. Sentimentos calados, vontades camufladas enquanto você já tem alguém que te faz se sentir como você me faz. Para que dizer que eu seria ainda mais feliz se eu pudesse dividir meus dias com você? Seria como dar uma música a quem já possui o CD inteiro. Então, fica o amor guardado. E amar assim é como ser o melhor presente e não ter nunca a oportunidade de ser aberto, cantar a mais linda canção sem ter voz para alguém te ouvir, encontrar todos os sinais verdes e continuar parado por não saber para onde seguir, sentir uma alegria que estranhamente causa um vazio, uma tristeza que traz o desejo por um dia nunca ter conhecido alguém. Você não sabe como é viver tendo que mostrar que você consegue esconder, que o que você sente é não sentir mais nada. Assim, eu me afasto. Não é engraçado como às vezes a distância pode nos aproximar, estar longe pode te deixar ainda mais perto do que você sente. É que o que os olhos não vêem o coração projeta em alta definição, fazendo arder tudo que eu tento esquecer. O que guardo é porque o que mais quero não é dizer "eu te amo", mas é poder afirmar com todas as letras, espaços e a devida pontuação "você me ama!". É o meu sonho contido, contigo. Guardo você. Sinto saudade. Vivo tentando. Sei não mais saber. Sou um intervalo entre "eu" e "nós", "só" e "seu". Acredite, meu nome é "Espera" e o meu sobrenome é "Sou eu que vai te fazer feliz". É só chamar.
(www.eusoqueriaumcafe.com)
"EU VOLTO- ME ESPERA!"
VC NUNCA MAIS VOLTOU, E EU... NÃO ESPEREI...
ENTÃO POR QUE VC NÃO SAI DAQUI- POR QUE AINDA DÓI?????
ACHO QUE AS COISAS JOGADAS NO AR FICAM...
EU NÃO SEI DIZER, MAS ACHO QUE UM FIM CLARO TE LIBERTA! UMA HISTÓRIA SEM FIM TE DEIXA PRISIONEIRO...
SERIA MELHOR: " NÃO ME ESPERA... EU NUNCA MAIS VOLTAREI!"
... "EU VOLTO... ME ESPERA..."
QUE ACEITE...
Só quero alguém que aceite tudo que tenho. Claro que ninguém é obrigado a aceitar tudo o que temos, às vezes temos coisas horríveis. Mas eu só quero alguém que saiba de tudo em mim. Que me decore sem precisar voltar pra primeira página só pra ter que entender os porquês da segunda. Eu quero alguém completo. E quando digo completo, é com todas as qualidades e defeitos. Com tudo aquilo que tem por detrás das armaduras, entre as letras pequenas dos comerciais, entre as observações e avisos de atenção na embalagem. Não quero aceitar novamente alguém em minha vida que bagunce meus cabelos e vá embora na manhã seguinte. Não aceito alguém que me prove e espalhe o cheiro do meu sexo pela rua sem nenhum vestígio de amor. Não quero convidar pro jantar alguém que não aceita meus modos, que não come com os braços em cima da mesa, que não escreve no guardanapo. Alguém que dá risada de boca cheia e que não vai me fazer vergonha na frente dos meus amigos. Quero alguém que se comporte como um amor de verdade. Um amor que só me faça bem, que faça crescer as rosas secas dos meus jardins. Não quero abrir as portas pra alguém que vai pular as janelas depois de beber um pouco do que sou. Não quero ter alguém que se esconda debaixo da cama com medo dos meus passos. Quero alguém que conheça o meu jeito assassino de ser. Quero alguém com compromisso. Alguém pra ser minha vítima, pra ser o ator principal do meu filme, pra ser o sobrevivente da minha história. Que aceite esse meu jeito de dar e querer devolução. Ninguém tem saco pra mandar um torpedo e esperar o telefone tocar até o outro dia. Eu não tenho. E quero alguém que aceite essa minha falta de paciência. Esse meu jeito de não aceitar que as pessoas não são iguais. Nem todo mundo vai responder o teu torpedo na mesma intensidade que você escreveu.''
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