terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FIM...

Recolhemos nossas flores secas da janela antes de fechá-las. Nossos sentimentos embrulhamos em jornais velhos e guardamos dentro de caixas de papelão. Quis tanto conseguir chorar quando tocou “cry me a river” no rádio, mas eu estava tão ressecada por dentro. Tudo no meu canto era fragilidade e despedida. Ir embora para poder voltar para mim: foi minha única saída.

SUA FALTA...

‎...Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter. Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."

AMANHÃ...

Mas amanhã eu vou estar melhor,se eu não estiver,finjo que estou!!!
THE END... EU VOU SUMIR DE SUA VIDA...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SER...

Que tem uma coisa entupindo a minha garganta e não é pentelho, nem catarro, nem a tampinha de uma caneta Bic. Que existe essa mania de não ejacular verdades porque ai-meu-Deus-o-que-vão-falar-de-mim. Que se deixa de fazer muita bobagem e sacanagem por medo de ser incompreendido. Você prefere vestir uma camisinha sabor em-cima-do-muro a se arriscar? Que eu acho incrível ser desencanado desde pequeno. Que tem gente que sai na rua de guarda-chuva, para que o sol não esfole a pele, sem valorizar julgamentos. Que eu adoro caras que contornam os olhos com lápis preto e senhorinhas que namoram depois de enviuvar. Que me arrependo de só ter dado chance pras preliminares, com o tempo você entende onde encostar, pra coisa fazer efeito. Entende por que gosta de tomar café e passar a noite de sexta-feira lendo e grifando frases de um livro pra numa conversa de bar punhetar tudo o que achou, quando a maioria das pessoas vai dançar e beber e não se lembrar da mesma sexta-feira no dia seguinte. Porque a maioria prefere papai e mamãe. Mas você não precisa ser um espermatozóide igual a todos os outros com tesão pelo mesmo óvulo. Você pode ter identidade e desviar um pouco o caminho pra sentir a felicidade que há em cobiçar o chão da cozinha ou chupar um sorvete de pistache. Que depois você relaxa. É melhor do que cigarro. Do que dormir. Do que tuitar um furo jornalístico ou uma frase espirituosa ou um comentário pertinente. É como arrancar o biquini dentro do mar e deixar que peixes te acariciem debaixo da água, enquanto você boia livre de âncoras repressoras. Mas também é quando você tem de estar mais forte pra sustentar quem você vai ser daqui pra frente, porque os escudos caem. Você se expõe. Você está nu com uma platéia te enquadrando, à espera de uma frase para te atirarem tomates ou flores. Que você não pode amolecer. O peso da crítica é como mil corpos te estuprando por trás. Ser você mesmo é dar aquela esfregadinha na cara dos outros. A agachadinha sóbria em cima da mesa de uma festa. Não é pra covardes. Sempre vai ter alguém arranhando um “X” vermelho bem grosso e latejante na sua cara. Sempre vai ter alguém discutindo sobre a sua calcinha ou a cor do esmalte que você escolheu ou sobre o caminho que você deveria ter tomado no dia mais difícil da sua vida. Você segura ou solta? E depois disso, mudar de opinião, assim que a noite vira. Assim que você dá enter. Eu gosto de bagunçar tudo e encaixar de novo, sem vaselina e sem regras. Mesmo que não faça sentido. Precisa ter sentido? Precisa sentir. Ter opinião, jeito, atitude é sobre ser forte e não coerente. É saber que um ponto final não significa somente o fim. Não significa um respiro. Não é nem um intervalo entre um gozo e outro. É só um pedaço de carne mastigadinha na sua boca pra facilitar a digestão. Eu prefiro espaços em branco. (WWW.CASALSEMVERGONHA.COM.BR)

PARA SEMPRE...

O despertador velando os nossos ouvidos de dez em dez minutos. Os dedos munidos de incansáveis e regurgitáveis e repetidas mensagens de bom dia. O seu café temperado com canela anunciando oito horas de sono, quase nove. Meu corpo abandonado nessas madrugadas enfrentando a insônia, num cortejo inútil para amansar a solidão dos pés. O que não tivemos, porque fomos interrompidos. As festas que frequentaríamos, eu estrangulando a sua mão, pra que seu amor não me escapasse. As viagens que não planejamos. Aviões no céu, todos eles, que flutuam na linha da vida que você me roteirizou e cremou, como se cansado da brincadeira. Eu vou me lembrar de você sempre que for surpreendida por uma parede colorida por porta-retratos e me dilacerar com uma dúvida: quanto tempo depois você se livrou da insignificância da minha foto coroada ali. Toda vez que topar com qualquer peça de roupa enterrada nas gavetas e que foi parar ali um dia só pra chamar a sua atenção. Do quanto você me achava insuportavelmente bonita. E do quanto eu me fazia bonita, só pra agradar. Uma multidão ao nosso redor, você com um presente nas mãos. O nome do taxista que guiava por São Paulo quando você descansou no ombro esquerdo a cabeça e seu olhar incendiado de uma ternura piegas me enquadrou eternamente. O perfume que você me deu – ainda é dolorido me vestir com nosso cheiro – e que escondi de minhas recaídas noturnas e dramáticas, que todos já preferem ignorar. Palavras atrevidas enjoando o peito. A eternidade de um beijo. Um tropeço do coração. O corpo anestesiado de uma alegria, que hoje repousa cinza dentro de alguma urna do meu passado. Silêncios repentinos vão me lembrar você. Uma porta batendo na minha cara. Um telefone desligando sem adeus. Aliás, qualquer adeus. Todo “até logo” banal que ainda vou sofrer. Perguntas não preenchidas. Mentiras. O que você completou, enquanto eu só conseguia sorrir. (CASAL SEM VERGONHA)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SENTINDO...

Tô com vontade de você, de sentir teu cheiro, de me perder no teu abraço..da tua boca na minha, da tua vida na minha, do teu sorriso no meu. Por isso, da próxima vez que me encontrar; não estranhe se ganhar o abraço mais apertado que já te dei. Não me leve a mal se te beijar o rosto com carinho, não pense que estou louca, se me ver dizendo que te amo, não me critique por parecer uma idiota, por enchê-lo de beijos. Não se surpreenda se descobrir que é muito mais importante pra mim do que pensava. E acredite, me importo muito mais do que demonstro, sinto muito mais do que exponho, sofro muito mais do que confesso, TE AMO MUITO MAIS DO QUE REVELO. " EU VOLTO... ME ESPERA!!!!"

ME...

Me encante da maneira que você quiser, como você souber. Me encante, para que eu possa me dar… Me encante nos mínimos detalhes. Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso, Gostoso, inocente e carente. Me encante com suas mãos, Gesticule quando for preciso. Me toque, quero correr esse risco. Me acarinhe se quiser… Vou fingir que não entendo, Que nem queria esse momento. Me encante com seus olhos… Me olhe profundo, mas só por um segundo. Depois desvie o seu olhar. Como se o meu olhar, Não tivesse conseguido te encantar… E então, volte a me fitar. Tão profundamente, que eu fique perdido. Sem saber o que falar… Me encante com suas palavras… Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres. Me conte segredos, sem medos, E depois me diga o quanto te encantei. Me encante com serenidade… Mas não se esqueça também, Que tem que ser com simplicidade, Não pode haver maldade. Me encante com uma certa calma, Sem pressa. Tente entender a minha alma. Me encante como você fez com o seu primeiro namorado… Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza. Me encante na calada da madrugada, Na luz do sol ou embaixo da chuva…. Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo. Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre… Mas, me encante de verdade, com vontade… Que depois, eu te confesso que me apaixonei, E prometo te encantar por todos os dias… Pelo resto das nossas vidas!!! (Pablo Neruda)

TENTE...

‎"Tenho pena dos que não se arriscam, dos que não pulam e gostam do morno, dos que se conformam com piscinas rasas e vidas rasas também. Tenho pena dos que vão embora cedo, dos que só viajam até a esquina, dos que pensam mil vezes antes de falar."

VAI...

Vai devagar… Pensa duas, três, quatro, quantas vezes forem necessárias pra não fazer bobagem. Cuida do teu coração, cuidado com quem você deixa entrar. Espera o tempo passar. Acredita menos… As pessoas não são tão legais quanto aparentam ser. Quem acredita menos, sofre na mesma proporção. Até quando você achar que é verdade, desconfie um pouquinho. Faz bem não se entregar totalmente logo de cara. Se arrisca mais, por você. Tenha coragem para dizer tudo que tens aí guardado. Seja forte para conseguir se manter calada perante alguns. Muda de rumo. Quando te mandarem ir por lá, vai pelo outro caminho. Ou vai apenas, pelo caminho do teu coração. Se você não aguentar mais fingir… Chore. Depois que você acabar de chorar, vai sentir-se mais leve. E então vai levantar a cabeça, lavar o rosto, pôr uma roupa bonita no corpo, um sorriso escandalosamente lindo no rosto e dizer que chega, que você vai é ser feliz. Eu sei, é assim mesmo. E vai funcionar! Não diga “nunca”, nunca. Irônico, não? Mas não diga. Porque essa vida é incrivelmente engraçada. Mais uma coisa. Você não pode ter medo que as pessoas te machuquem, viu. Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até mesmo aqueles que você mais confia e admira. Não vão fazer por mal, mas somente porque são humanos. Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas. Faz parte. Não esquece que cada um é cada um. Somos diferentes. Graças a Deus, somos. Vive um dia por vez, sem pressa e sem querer ser mais rápida que o tempo. E por favor, vai ser feliz, que tu ainda tem muito por viver. (Caio F. de Abreu)